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Finep e BNDES escolhem Monashees para gerir fundo de IA de até R$ 500 milhões

A Finep e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) escolheram a Monashees Gestão de Investimentos para administrar um fundo de investimento em participações voltado a startups brasileiras de inteligência artificial. O anúncio foi divulgado em 14 de setembro de 2026 e integra as iniciativas previstas no Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA) 2024–2028.

Segundo a Finep, o fundo poderá mobilizar até R$ 500 milhões. A proposta é direcionar recursos para empresas nas quais a inteligência artificial esteja no centro do modelo de negócios e da geração de valor, e não apenas seja utilizada como uma ferramenta complementar em operações já existentes.

Monashees venceu chamada com 17 propostas

A seleção ocorreu por meio de uma chamada pública conduzida por Finep e BNDES. De acordo com as informações divulgadas pelo BNDES, 17 gestoras apresentaram propostas para administrar o Fundo de Investimento em Participações (FIP) destinado a startups de inteligência artificial.

A Monashees ficou na primeira colocação do processo, seguida pela Bossanova, em segundo lugar, e pelo Pátria High Growth, em terceiro. A classificação representa a escolha da gestora para a próxima etapa de estruturação do fundo, mas não significa que os recursos já tenham sido investidos em startups específicas.

Antes da formação definitiva do veículo, ainda estão previstas fases de análise, diligência e estruturação. Por isso, a seleção deve ser entendida como um passo institucional para organizar a captação e a aplicação dos recursos, e não como o anúncio de aportes concluídos ou de empresas beneficiadas.

Valor mínimo previsto no edital é diferente do potencial divulgado

O edital da chamada pública foi lançado em 9 de abril de 2026 e estabeleceu capital mínimo de R$ 160 milhões para o fundo. Posteriormente, a Finep informou que a iniciativa poderá mobilizar até R$ 500 milhões. Os valores correspondem a referências diferentes e não devem ser tratados como equivalentes.

Na prática, os R$ 160 milhões aparecem como o mínimo previsto na chamada pública, enquanto os R$ 500 milhões representam o potencial de mobilização informado após a seleção. O montante final dependerá das etapas de estruturação e da composição efetiva do fundo, conforme o andamento do processo conduzido pelas instituições.

Fundo mira empresas com IA no núcleo do negócio

O foco da iniciativa é apoiar startups brasileiras cuja atividade principal esteja diretamente associada ao desenvolvimento ou à aplicação estratégica de inteligência artificial. Esse recorte diferencia o fundo de uma linha ampla para empresas de tecnologia, já que a IA precisa ocupar papel central na criação de produtos, serviços ou soluções com potencial de crescimento.

O modelo de investimento em participações pode contribuir para empresas que precisam de capital para avançar da fase de desenvolvimento para a expansão comercial. Também pode apoiar etapas como contratação de equipes, aprimoramento tecnológico, validação de mercado e busca por oportunidades fora do Brasil, desde que os projetos se enquadrem nos critérios do fundo.

A participação de Finep e BNDES amplia a presença de instituições públicas no ecossistema de venture capital e sinaliza uma tentativa de fortalecer o financiamento de negócios intensivos em tecnologia. Para as startups, a existência de um veículo dedicado pode representar uma alternativa adicional em um mercado no qual pesquisa, desenvolvimento de produtos e crescimento internacional exigem investimentos elevados.

Próximos passos ainda dependem da estruturação

Apesar do potencial anunciado, os efeitos sobre o mercado brasileiro de inteligência artificial dependerão da execução do fundo. A escolha da Monashees não define, por si só, quais empresas receberão investimentos, quando os aportes ocorrerão ou como será distribuído o capital entre as startups selecionadas.

O próximo ciclo deverá detalhar a estrutura do FIP, os critérios de elegibilidade, a estratégia de investimento e os procedimentos de análise das empresas. Até que essas etapas sejam concluídas, a iniciativa deve ser vista como uma plataforma de financiamento em preparação para startups brasileiras de IA, alinhada às metas do PBIA para o período de 2024 a 2028.

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